Palhaço - O Riso


A oficina pretende provocar nos participantes (jovens atores, palhaços, circenses entre outros) o interesse pela pesquisa do palhaço de circo, sua história e suas práticas. Com esse encontro pretendemos compartilhar técnicas de: consciência corporal, jogos de palhaço, gestualidade para picadeiro e rua e construção de personagem.
O objetivo é compartilhar técnicas de palhaço e pesquisar o riso e o risível. As técnicas de palhaço aplicadas nesta oficina reúnem características que reforçam a brasilidade, estimulam a pesquisa de linguagem cênica e dramaturgia circense. A matriz cômica brasileira do palhaço de circo é apresentada e praticada, objetivando a construção de uma ação cênica dinâmica com grande poder de síntese, capaz de estabelecer uma comunicação ágil e indistinta, e que, acima de tudo, pratica o risível como elemento de identificação e crítica da condição e comportamento humano.
Sem dúvida o palhaço ocupa lugar de destaque na pesquisa cênica contemporânea, nas suas variadas possibilidades interpretativas e de manifestação. Trata-se de um universo de diferentes linguagens, cores, narrativas e possibilidades. A figura do palhaço possibilita uma ação crítica, explicita ou implícita, que põe a prova a sociedade e a condição humana. Segundo Henry Bérgson, rir de si mesmo é uma possibilidade de ampliar o conhecimento crítico sobre nossa própria condição e existência, bem como, sobre o papel que desempenhamos na sociedade.
A leitura do mundo pela ótica do palhaço subverte as clássicas relações previamente estabelecidas. O palhaço propõe uma nova ordem, de maneira crítica, capaz de questionar as relações de poder, tanto institucionais, quanto interpessoais. A função do palhaço é questionar, e, a partir do riso, trazer o entendimento.
A oficina provoca nos participantes o interesse pelo palhaço de circo, sua história e suas práticas, compartilhando técnicas de: consciência corporal, jogos de palhaço, gestualidade para picadeiro e rua e construção de personagem.
A prática do palhaço não se resume a repetição das “velhas e boas” fórmulas, mas acima de tudo, nos possibilita uma pesquisa profunda a cerca da sua capacidade de transgressão e sua função de denúncia diante dos absurdos da existência.
O palhaço tem duas funções impreteríveis: denúncia e aceite. Apresentando-se de forma poética ele denúncia algumas questões que induzem o expectador a identificar suas inquietações, e por meio do riso possibilita o entendimento e em seguida o aceite da condição humana.
O facilitador Luciano Draetta é palhaço, ator, autor e diretor de espetáculos de circo e teatro. Atua profissionalmente desde 1.992 e tem uma formação diversificada que vai do circo ao teatro. Como palhaço representou o Brasil em turnê pela América do Sul, sendo reconhecido pelo mérito do trabalho artístico no Festival Ibero-Americano de Mar Del Plata – Argentina. Desde 1997, tem sido reconhecido e premiado pela atuação com o Circo Navegador e o Palhaço Surubim.


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